Política dos Bastidores

Miguel Samuel

O Cromo tem sua história

Restrições impostas pela Pandemia do Coronavirus aliadas a outras questões internas nos fizeram suspender por um período maior do que o esperado, a circulação do JornalOCromo em sua versão impressa . Nesse período nossa equipe procedeu uma reformulação no site e deve seguir a tendência online com o mesmo perfil editorial em formato adequado com as normas e exigências do mercado.

O tempo e as pessoas passam , a palavra e o pensamento permanecem.

Bem ao nosso estilo com um olhar crítico e respeitoso  que caracteriza esse espaço , Política dos Bastidores, a gente retoma nossa nossas abordagens da política a pedido e por sugestão de leitores, amigos e parceiros .Estamos certos da contribuição ofertada  para as pessoas que se preocupam com a cidade e buscam clareza das coisas, começamos por tecer algumas considerações acerca de questões políticas da cidade , como as medidas adotadas pela Administração Muncipal na fase de enfrentamento ao Covid 19  que já registrou 281 mortes. A polêmica dos transportes coletivos e os descuidos da Secretaria da Segurança Pública com a questão do porte de armas e as condições de trabalho do guardas.

Já era de se esperar que a administração do prefeito Du Cazellato ia ficar só em demandas espontâneas. A gente aponta situações aqui e muitos se incomodam , isso é normal.  Só que alguns casos poderiam, ter sido evitados

O Poder Independente

Do lado da Câmara de Vereadores, o presidente Fábio Valadão se apresenta  como um gestor a altura da estrutura da Casa de Leis com medidas adminstrativas que fortalecem e justificam o Legislativo , embora as coisas andam muito devagar. Tudo bem, a Pandemia emperrou muita coisa.. A novidade seria a presença do Loira, vereador suplente que assumiu no lugar de João Mota Pinto, afastado pela Justiça , acusado de ficar com parte do salário de assessores, o chamada rachadinha. Uma leve fumacinha sugere que outras denúncias de rachadinhas tiram o sonos de outros integrantes da Casa..

Já no processo sucessório

Já nem bem terminou o primeiro dos oito semestres que compõem os mandatos eletivos, a sucessão do prefeito Du Cazellato e do presidente Fábio Valadão na Câmara já são pensadas em alto e bom tom , só para manter a característica marca da política paulinense movida pela disputa .

È que para chegar onde chegou ,  Cazellato fechou muitos acordos e apostou alto nesse jogo . Agora, com o aperto provocado pelo inverno, ele está sem cobertor para agasalhar todo mundo. Nesse período fica fácil perceber as tremedeiras de lábios e nas mãos.

Se é verdade, que o acordo entre que ele fez com Tuta Bosco , que desistiu de candidatura forte e consolidade  para prefeito em 2020 para apostar suas fichas nele para fechar o caminho para o grupo liderado pelo ex- prefeito Edson Moura -, passa pelo  apoio da máquina no processo de sucessão, o prefeito vai ter o traballho de torear os seus.

Lideranças como Mauro Torres, Edilsinho, Danilo Barros e Valadão já não se acomodariam mais num mesmo balaio. Tuta é firme no carteado , tem seus méritos , um cara que fez do limão a limonada , expandiu seus negócios . Du com certeza , vai ter que pensar no que fazer quando passar o bastão. Ele é dono de supermercado, porém muito novo para aposentar politicamente que nem o Seu Dude. No caso,para Du Cazellato,  amarrar os bigodes com o Tuta é mais vantajoso do ponto de vista da estrutura. O moço do petróleo tem muito mais garrafas para por na mesa foi candidato por duas vezes com sucesso, sabe embaralhar as cartas como ninguém e faz o corte do maço na medida.

De mãos dadas com  ele, só resta ao Dú , dizer aos companheiros de jornada e fiéis escudeiros : valeu aí..

Só que do outro lado, com três mandados de vereador e presidente da Câmara, Valadão pegou o gosto por gestão . Com eles, outros lideres como Edilsinho, Danilo e o próprio Mauro Torres formam uma composição interessante , capaz de jogar areia na engrenagem que só irá deslizar bem até 2024 se for bem lubrificada

 O jogo está se armando de forma discreta e logo em 2022 nas eleições para deputado será possível sentir o deslocamento das forças