
Na noite chuvosa deste domingo (24 de março), um morador de rua foi preso por injúria racial após chamar outro de “macaco” durante uma discussão no Rodoshopping, em Paulínia. A ocorrência foi atendida pela equipe da Ronda Ostensiva Municipal – ROMU 403 da Guarda Civil Municipal (GCM), que foi acionada para intervir na situação.
Segundo relatos, quatro moradores de rua iniciaram uma discussão, momento em que um deles proferiu a ofensa racial. O ofendido reagiu desferindo vários golpes contra o agressor, que acabou desacordado.
Após a pancadaria, o agressor tentou fugir pegando um ônibus, mas foi localizado próximo à academia Panobianco, na Avenida José Paulino. Usuários do transporte coletivo informaram que ele havia descido quatro pontos antes, vestindo uma camiseta vermelha, característica que ajudou na identificação.
A vítima, que ficou desacordada no Rodoshopping, foi encaminhada ao Hospital Municipal de Paulínia (HMP), onde recuperou a consciência após 20 minutos. Posteriormente, ambos foram levados à Delegacia de Polícia Civil, onde um inquérito policial foi aberto para investigar o caso.
Em depoimento, o agressor afirmou que não queria recorrer à violência, mas que também não queria que a situação terminasse na delegacia.
Diferença entre racismo e injúria racial
A distinção entre racismo e injúria racial está na abrangência da ofensa. O racismo é considerado um crime contra a coletividade, pois atinge um grupo ou comunidade com base em critérios como raça, cor, etnia ou procedência nacional.
Já a injúria racial tem caráter individual, sendo direcionada a uma pessoa específica com o objetivo de atacá-la utilizando elementos raciais. Até janeiro de 2023, a pena para esse crime era menor que a do racismo, mas uma mudança na legislação equiparou as punições.
Com a nova lei, a injúria racial passou a ter pena de reclusão de dois a cinco anos, tornando-se tão grave quanto o crime de racismo.