Última chamada: decisões durante o Enem podem pesar no resultado 

Escolher por onde começar, saber abandonar uma questão e evitar erros em itens simples estão entre os cuidados apontados por especialista de Ribeirão Preto

Horas de estudo, revisões e simulados fazem parte da preparação para o Enem, mas o desempenho também é definido quando o candidato já está diante da prova. Em um exame extenso, com diferentes áreas do conhecimento e tempo limitado, insistir demais em uma questão, errar itens considerados mais acessíveis ou adotar uma ordem pouco eficiente pode fazer diferença no resultado.

O Enem 2026 terá mudanças pontuais, sem alterar de forma significativa a lógica de preparação. Para Eduardo Sinastre, professor de Biologia e coordenador do Central Vestibulares do Colégio Marista Ribeirão Preto, continuam essenciais a interpretação, o domínio das habilidades cobradas e uma boa estratégia de prova.

Entre os principais pontos está a Teoria de Resposta ao Item (TRI), metodologia utilizada no cálculo das notas das questões objetivas. “Por conta da TRI, o estudante precisa ter bastante atenção com as questões mais fáceis. Errar aquilo que era esperado que ele acertasse pode prejudicar a sua proficiência nas respectivas áreas do conhecimento”, explica Sinastre.

A gestão do tempo também merece cuidado. “Se perceber que está demorando demais, o melhor é marcar a questão e seguir. Depois, se houver tempo, ele retorna”, orienta.

Na redação, a excelência vai além de fórmulas prontas. O bom desempenho exige repertório sociocultural consistente, domínio da escrita, pensamento crítico e capacidade de construir argumentos claros e bem fundamentados. Para isso, é essencial que o estudante amplie seus conhecimentos, desenvolva a leitura crítica da realidade e aprenda a articular ideias de forma coerente e autoral, respondendo com consistência ao tema proposto.

Já os simulados e exercícios colaboram para identificar padrões de erro. A ideia é mapear quais habilidades já estão consolidadas e quais ainda exigem reforço.

“Em alguns casos, vale fazer mais exercícios; em outros, é preciso voltar à teoria. Esse diagnóstico ajuda a montar uma estratégia de estudo mais eficiente”, afirma.

O planejamento pode ainda considerar os pesos adotados por cursos e instituições que utilizam a nota do Enem. Para Sinastre, conhecer esses critérios ajuda a direcionar melhor o tempo de preparação.

“A preparação precisa ser estratégica. Não é simplesmente estudar mais, mas entender onde estão as dificuldades, quais áreas exigem mais atenção e como administrar bem o tempo de prova”, resume.

Saiba mais:

O Marista Ribeirão Preto faz parte da rede de colégios e escolas do Marista Brasil, que está presente em 21 estados brasileiros e no Distrito Federal, atendendo cerca de 100 mil crianças, jovens e adultos em 97 unidades de ensino. Os estudantes recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica alinhada aos desafios contemporâneos. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em: maristabrasil.org/

foto: Créditos: Divulgação/Marista Ribeirão Preto