
Encontro será realizado na quinta-feira (3), no bairro Ouro Negro, e vai apresentar diagnóstico sobre a situação habitacional do município
Paulínia tem um déficit habitacional estimado em 3.640 moradias, o equivalente a 9,5% dos domicílios ocupados, segundo diagnóstico que integra o estudo para a elaboração do primeiro Plano Municipal de Habitação (PMH) da cidade. Os resultados serão apresentados e debatidos em Audiência Pública na próxima quinta-feira, 3 de setembro, a partir das 18h30, na EMEFM Maestro Marcelino Pietrobom, localizada na Rua Aldo Moretti, 181, no bairro Ouro Negro.
O evento será conduzido pela Secretaria Municipal de Habitação e representa uma das etapas finais da elaboração do plano, iniciado em fevereiro deste ano. A proposta é estabelecer um diagnóstico da realidade habitacional de Paulínia e definir diretrizes e ações para enfrentar os principais desafios do setor.
Para desenvolver o estudo, a Prefeitura contratou a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), responsável pela coordenação dos trabalhos. A primeira etapa contou com quatro oficinas presenciais realizadas em diferentes regiões da cidade, com a participação de moradores.
O levantamento também incluiu pesquisas de campo, entrevistas, oficinas participativas, levantamento socioeconômico, mapeamento territorial dos 19 bairros e análise do mercado de compra e locação de imóveis.
Como parte do processo de participação popular, a FESPSP realizou ainda uma pesquisa on-line aberta a todos os moradores, independentemente de estarem ou não em busca de uma moradia popular. A iniciativa permitiu ampliar a participação da população na construção da política habitacional do município.
Aluguéis altos são um dos principais desafios
O diagnóstico aponta que o problema habitacional de Paulínia vai além da falta de novas moradias. Um dos principais desafios identificados é o acesso da população de baixa renda ao mercado habitacional, especialmente diante do alto custo dos aluguéis na cidade.
O estudo também identificou 4.672 imóveis vagos no município. O número indica que as futuras políticas habitacionais poderão combinar a construção de novas unidades com medidas voltadas ao aproveitamento do estoque imobiliário existente, regularização fundiária e melhoria das condições das moradias.
“Todos os resultados e principais conclusões serão apresentados na Audiência Pública. Por isso, contamos com a presença de todos, para que juntos possamos construir, de fato, o nosso Plano Municipal de Habitação”, afirma o secretário municipal de Habitação, Marcelo Melo.
A audiência será aberta à participação da população e terá como objetivo apresentar os resultados do diagnóstico, discutir os principais problemas identificados e contribuir para a definição das diretrizes da política habitacional de Paulínia.
