
Obra estratégica para desafogar o trânsito na região central enfrenta entraves ambientais e ainda depende de ajustes contratuais
A construção da nova ponte estaiada de Paulínia, na região do Jardim Fortaleza, considerada uma das principais obras de mobilidade urbana do município, deve ser concluída apenas no final de 2026. A informação foi apresentada pelo secretário de Obras e Serviços Públicos, Alexandre Moratore, durante reunião realizada nesta terça-feira (14), no plenarinho da Câmara Municipal.
A presença do secretário no Legislativo ocorreu a pedido dos integrantes da Comissão de Obras, Habitação, Urbanismo, Mobilidade Urbana, Trânsito, Serviços e Servidores Públicos, que buscaram esclarecimentos sobre o andamento da obra.
O encontro reuniu a comissão, formada pelos vereadores Fábio da Van (presidente), Carlos Kuka (vice-presidente) e José Soares (secretário), além de outros parlamentares e assessores.
Iniciada em 17 de julho de 2023, a obra tinha prazo contratual de 24 meses, com entrega prevista inicialmente para maio de 2025. No entanto, segundo o secretário, entraves no licenciamento ambiental foram responsáveis por parte significativa do atraso. A obra chegou a ficar paralisada entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.
Apesar disso, os trabalhos seguem em duas frentes. A previsão é de que a estrutura da ponte seja conectada sobre o Rio Atibaia até julho, com a finalização completa até o final do ano.
Licenciamento e contrato ainda em análise
Moratore explicou que, embora o município tenha competência para o licenciamento, o processo ainda depende de etapas complementares. Ele também informou que ainda não foi formalizado o aditamento contratual — instrumento necessário para ajustar prazos e eventuais custos —, mas que já há um protocolo em análise.
Obra quer tirar carretas do Centro
A ponte terá aproximadamente 360 metros de vão livre e será sustentada por 96 cabos. O principal objetivo é retirar o tráfego de caminhões e carretas da região central, melhorando a mobilidade urbana. A expectativa é que a estrutura contribua para reduzir o fluxo na Avenida José Paulino, apontada como principal via da cidade, além de facilitar o deslocamento entre diferentes regiões do município.
Gargalos e novas propostas viárias
Durante a reunião, o secretário apontou um gargalo importante na ligação com a Avenida Engenheiro Roberto Mange, na região do Senai, onde veículos pesados enfrentam dificuldades de manobra. Segundo ele, alternativas estão sendo estudadas para resolver o problema.
Entre as propostas em análise, estão a transformação da Avenida dos Expedicionários em mão única e a construção de uma via marginal paralela ao Condomínio Alto da Boa Vista, no Jardim Fortaleza, com ligação direta à Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332).
Sugestão para liberar viaduto
O vereador Fábio Valadão sugeriu a liberação do Viaduto Chamas do Progresso, localizado na Rodovia Professor Zeferino Vaz, no bairro Cascata, para carros de passeio e caminhões de pequeno porte. De acordo com ele, a medida poderia aliviar significativamente o trânsito. Motoristas da região do João Aranha e bairros adjacentes que trafegam pela SP-332 não precisariam passar por dentro de Paulínia para chegar ao destino final. Para isso, seria necessário o envio de um estudo técnico da Prefeitura à Artesp – Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo.
Ligação entre bairros também está prevista
Fora da pauta principal, foi mencionada ainda uma contrapartida de empresa privada que prevê a ligação do bairro Saltinho (Residencial Pazetti) à Avenida Paulista (Morro Alto), sem a necessidade de passagem pela Avenida João Aranha.
