
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apreendeu, no dia 13 de fevereiro, 2,2 milhões de litros de gasolina adulterada com solvente em um terminal de armazenagem de combustíveis em Paulínia, município localizado a 119 quilômetros da capital paulista.
De acordo com a agência reguladora, análises laboratoriais realizadas nas amostras coletadas confirmaram a presença de solventes no combustível, caracterizando a irregularidade. A prática é considerada ilegal e pode provocar danos aos veículos, além de estar associada a fraudes fiscais e à concorrência desleal no mercado de combustíveis.
O produto apreendido pertence a seis distribuidoras responsáveis pela mistura da gasolina A com etanol anidro para a formação da gasolina C, comercializada nos postos. Normalmente, esse tipo de combustível é armazenado em bases próprias das distribuidoras ou em instalações de terceiros, como no caso do terminal onde ocorreu a apreensão.
Os dois tanques onde o combustível estava armazenado foram interditados e só poderão ser liberados mediante autorização expressa da ANP. As empresas proprietárias da gasolina A responderão a processos administrativos, com garantia de ampla defesa e contraditório. Caso sejam penalizadas, as multas podem chegar a R$ 5 milhões, além da possibilidade de suspensão ou até revogação da autorização para funcionamento.
A ANP reforça que operações de fiscalização têm como objetivo garantir a qualidade dos combustíveis ofertados ao consumidor e assegurar a regularidade do mercado
